A Medalha Milagrosa
 
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A Medalha Milagrosa: Na frente, a imagem de Maria, muitas vezes pisando em uma serpente. Na ´parte de trás, há um M e uma cruz entrelaçados com dois corações, um de Maria, transpassado por uma lança, e um de Jesus, com espinhos. Doze estrelas estão no alto e ao redor da imagem. O texto, em francês, na parte frontal da medalha, é o que Catherine Labouré teria lido na segunda aparição da Virgem.
 
 
 
As aparições mais importantes do século XIX são a da Medalha Milagrosa para Catherine Labouré, em La Salette para Mélanie e Maximin e a ocorrida em Lourdes para Bernadette. Todas na França. Se escolhessemos as cinco mais importantes deste século, elas seriam todas da França. 

A primeira vez que a Virgem apareceu para a irmã Catherine Labouré, nascida em 1806, foi em 18 de julho de 1830 no convento da Rue du Bac 140, em Paris. A irmã, na época com 24 anos, havia entrado no convento há seis meses. Ela já dormia quando, quase meia-noite, ouviu alguém chamá-la. Acordou e abrindo os olhos, viu um menino vestido de branco que parecia ter cerca de cinco anos que disse: "Vem até a capela pois a Santíssima Virgem espera por ti." 

Catherine, então, seguiu o menino e, de acordo com seu relato, as luzes iam acendendo ao passarem. Após entrar na capela, ela se ajoelhou e aguardou. Após algum tempo, Catherine viu a Virgem que lhe deu algumas mensagens, incluindo profecias referentes à guerra contra a Prússia em 1870, que se realizaram, prevendo, dentre outras coisas, que o arcebispo de Paris seria assassinado. A Virgem chegou a dizer, após pergunta de Catherine, que o acontecimento ocorreria dentro de quarenta anos. 

 

 

Era 27 de novembro de 1830. Maria apareceu uma segunda vez para a irmã. Desta vez, a Virgem lhe mostrou uma medalha e Catherine ouviu em seu interior: "faça que seja cunhada uma medalha com este modelo e todos os que a portarem receberão grandes graças." 

Nos primeiros meses, a mensagem foi recebida com alguma descrença. Mas com a aprovação da medalha em 1832, as medalhas começaram a se espalhar por toda França e logo ganharam fama de milagrosas. Em 1834, mais de cem mil tinham sido distribuídas em toda a França. No final da década de 30, milhões de medalhas tinham percorrido a França. Veja o relato de Madame Perron, curada milagrosamente no séc. XIX. 

"Eu estava doente há oito anos e havia perdido bastante sangue e sentia dores constantemente. Eu não tinha forças, não podia comer e o pouco que eu fazia me deixava pior... Não lembro, nestes oito anos, de ter tido mais do que oito dias de alívio; o resto do tempo passei, basicamente, na cama... Consultei vários médicos que me receitaram remédios comuns para este tipo de doença, mas não tive melhora alguma..."   

Os milagres começaram, então, a acontecer fora da França. Francisco II de Nápoles mandou fazer medalhas de prata e as entregava pessoalmente aos nobres da corte. Em 1890, a capela das aparições recebia três milhões de peregrinos por ano. A medalha foi aprovada pelo Papa Leão XIII em 1884. 

Catherine Labouré foi canonizada em 1947. 
 

Dos livros:
"Aparições de Maria", Isidro-Juan Palacios, 2ª edição, 1995.
"Miracles & Prophecies in Nineteenth-Century France", Thomas A. Kselman, 1983